29 de julho de 2007

Olho em seus olhos
Procuro uma resposta
Beijo bocas
Procuro esquecer
Abraço corpos
Procuro abrigo
Entrelaço dedos
Procuro calor
Sinto perfumes
Procuro não os reconhecer
Toco peles
Procuro arrepios
Espero encontros
Procuro borboletas na barriga
Escuto palavras ao pé do ouvido
Procuro cumplicidade
Danço junto
Procuro sintonia
Procuro…
Procurei tanto que me perdi
18 de julho de 2007

Joguinhos
Paciência me falta para eles
Gosto de real
Mistério é bom
Enigmas são excitantes
Mas na sua medida
Joguinhos são bons para analisar o terreno
Quando suas características ainda são desconhecidas
Mas quando o sentimento já está envolvido
Joguinhos tornam-se um perigo
Brincar com o sentimento alheio
Não têm graça
Machuca, corta, destrói, mata…
E desta vez escolheu a pessoa errada pra brincar
Sou avessa a joguinhos
O que não implica que não sei jogar
Oh querida além de saber, jogo muito bem
Minhas peças já estão no tabuleiro
Minha estratégia já formada
Você não percebeu mas já ataquei
Sua rainha está desprotegida
Quer brincar de blefar?
Vamos lá
Adaptando-me a situação
Analiso sua ação
Friamente, calculista
Chegue mais perto
Vou-lhe dizer mentiras do coração
Músculo escuso em mim
Vamos entre na dança
Conduzo-te, a guiarei pela teia de ilusões.
Chegue mais perto lhe beijarei com fogo
Queimando
Meu fogo consumirá sua alma
Se ainda a tiver…
11 de julho de 2007

A saliva mais grossa em minha boca
As mãos sempre inquietas
Ansiedade
Nervosismo
Insatisfação, nada é bom o bastante
Abstinência
Castigando-me dia a dia
Sucumbindo a cada dia
Sou viciada
Um vício prazeroso
Que comanda minha vida
Viciada em emoções
Na adrenalina da conquista
É na caça que me sinto viva
Arfar com apenas uma ligação
Andar sobre nuvens com apenas um toque
Acelerar os batimentos com a presença
Delirar com um perfume
Tremer com um beijo
O frio na barriga
Amo
Odeio
Necessito
Insisto
Desespero-me
Desejo veementemente
E repúdio igualmente
A química da paixão
Viciante
Alucinante
2 de julho de 2007
Lamento tanto por fazê-la chorar
Ver teus olhos com tanta dor
Rasgou minha alma
Queria ter engolido aquelas palavras
Cortaria minha própria garganta
Se possível assim fosse mostrar-lhe o quanto me doeu
Minha mente confusa traiu-me mais uma vez
Foi necessário magoar-te
Para perceber o meu medo de te perder
Tenho vergonha de encarar-me no espelho
É quando vejo a fraqueza em meus olhos
Deitar-me em minha cama ainda quente pelo calor de teu corpo
Fez-me sentir a fria crueldade do meu ser
Não mereço que me ame
Jogar-me-ei no abismo da lucidez dos meus erros
Minha querida, não chore mais por mim
Para onde eu for zelarei por ti
Sim amo-te, nunca menti
Mas só agora percebi…
Adeus